O COMEÇO DE TUDO
O ano era 1979. O mundo festejava o “Ano Internacional da Criança”. A comissão organizadora do Campeonato Regional de Barra do Bugres, cidade situada a 130 quilômetros de Cáceres, também banhada pelo lendário e piscoso Rio Paraguai, decidiu remeter convites para cidades vizinhas.
Aderbal Michells, técnico em eletrônica, que prestava assistência à torre de retransmissão de televisão daquela cidade, viu na sede da Prefeitura um cartaz divulgando o evento e, ao retornar a Cáceres, onde residia, tratou de formar uma equipe e inscrevê-la naquele torneio.
De Cáceres foi equipe formada pelos pescadores Aberbal Michells, seu pai Bertolino Michells (ambos falecidos), o adolescente Adilson Michellis e o jornalista Luizmar Faquini. O garoto, por ser menor de idade, foi impedido de tomar parte da competição. Mesmo assim, o time cacerense trouxe o troféu para casa e, junto, a idéia de criar, em Cáceres, um festival naqueles moldes.
Já na semana seguinte, lá estavam os campeões e o paisagista Adelino Ferreira, paulista de Penápolis, mais conhecido como Pirangueiro, que veio de Barra do Bugres para auxiliar na organização em Cáceres, em reunião com o Prefeito da época, o engenheiro Ivo Cuyabano Scaff, que prontamente disponibilizou recursos e estrutura necessária para realização do evento.
Na seqüência desta iniciativa, Importante instituição financeira liberou verba publicitária, empresas náuticas cederam premiação e em 1980 nascia, com 72 participantes na pesca para adultos e 55 na pesca infanto-juvenil, o festival que mais tarde se tornaria um dos maiores eventos de pesca embarcada do mundo. Depois de 12 horas de pesca, os participantes capturaram 123 Kg de pescado que se transformaram num jantar de confraternização.
O GUINNESS BOOK
Em 13 de setembro de 1992, o evento conseguiu bater o recorde de participação de barcos motorizados no campeonato daquele ano. Depois disso, Domingo Alzugaray e Solange Costa Souza certificaram para o Guinness Book, o Livro dos Recordes, o Torneio de Pesca de Cáceres como a “maior prova de pesca embarcada em água doce já realizada no Brasil”. Na edição brasileira de 1995 do Guinness Book, o Livro dos Recordes, foi incluido e publicado este importante recorde do evento.
PARTICIPANTES ESTRANGEIROS
A partir de 1982, por já contar com equipes do exterior, o evento passou a ser chamado “Torneio Internacional de Pesca”.
O FIP já recebeu visitantes da Bolívia, Estados Unidos, França, México, Itália, Alemanha, Argentina, Canadá, Espanha, Holanda, Índia, Inglaterra, Nicarágua, Nova Zelândia e Portugal, além de inúmeras e distantes regiões do Brasil.
O evento recebeu a denominação que tem hoje, “Festival Internacional de Pesca”, a partir de 1993.
AS NOVIDADES DO EVENTO
Diferente de Barra do Bugres, o Festival de Cáceres, desde o início, reservou um dia para a competição das crianças. Em cada edição, a garotada entre 4 e 14 anos dá um colorido especial à margem do rio Paraguai, num emaranhado de varas de pesca, linhas, anzóis, choro, vibração, mães e pais torcendo.
Com o passar dos anos, o Festival foi sendo incrementado.
Em 1987, foi criada a categoria feminina para a disputa no campeonato de pesca embarcada motorizada. Em 1996, na gestão de Sebastião Reis Teles, o FIP entra na grande mídia e passa a ter projeção nacional através dos veículos de comunicação, inclusive sendo exibido no programa Globo Repórter da Rede Globo de Televisão. Em 1997, passou a adotar o pesque-e-solte. Em 1998, os peixes capturados e medidos passaram a ser devolvidos ao rio com “tags” visando a monitoração dos individuos, que hoje já não é realizado. A partir de 2001, foi criada a competição de pesca em canoa de madeira.
A ORGANIZAÇÃO HOJE
A organização geral do Festival sempre foi de incumbência da Prefeitura Municipal de Cáceres, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo, que conta com o apoio direto de quase todas as secretarias e órgãos municipais para poder viabilizar o FIP.
A realização do evento conta com o apoio da Secretaria Estadual de Desenvolvimento do Turismo e do Ministério de Turismo, além de inúmeros importantes parceiros, quer sejam órgãos públicos ou empresas privadas.
Hoje o FIP atrai milhares de turistas para Cáceres, o que faz com que a Praça de Eventos seja ocupada por mais de 30 mil pessoas nas noites principais.
A programação expandiu. Além dos tradicionais campeonatos de pesca infanto-juvenil, em canoa e motorizada, oferece também corrida em canoa, em caiaque, jogos de praia, truco, bozó, arremesso de molinete, de carretilha, curso de pesca esportiva, com mais de 150m mil Reais em prêmios. Grandes shows todos os dias, praça de alimentação e estrutura de lazer lotam a Praça de eventos durante os 9 dias e fazem de Cáceres, no coração do Brasil e em pleno pantanal, a capital do turismo mato-grossense.
Fonte: www.fipcaceres.com.br (SEMATUR)
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